sexta-feira, 29 de julho de 2011

Brasil Brokers compra 55% de imobiliária que atua em Campinas

Valor da aquisição é estimado em R$ 8,8 milhões


A Brasil Brokers anunciou na terça-feira (26) a compra de 55% da imobiliária Home Hunters, que atua em Campinas, interior de São Paulo.

O valor da aquisição é estimado em R$ 8,8 milhões, sendo R$ 3,1 milhões em valor inicial e o saldo restante em três parcelas anuais atreladas a futuros resultados.

A operação ainda será apreciada em assembléia pelos acionistas, que terão direito de deixar a empresa caso discordem do negócio. Para os dissidentes, a Brasil Brokers dará reembolso de R$ 3,35 por ação.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

IGP-M de Julho de 2011 fica em -0,12%, Reajuste aluguel fica em 8,36%

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou -0,12%, em julho. Em junho, o índice variou -0,18%. Em 12 meses, o IGP-M variou 8,36%. A taxa acumulada no ano é de 3,03%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de -0,22%. No mês anterior, a taxa foi de -0,45%. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,02%, em julho. Em junho, este grupo de produtos mostrou variação de -0,50%. Contribuiu para a aceleração o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de -2,93% para -0,41%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,02%. Em junho, a taxa foi de -0,18%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,16%. Em junho, a taxa foi de -0,39%. O subgrupo materiais e componentes para a manufatura registrou acréscimo em sua taxa de variação, que passou de -0,88% para 0,07%, sendo o principal responsável pela aceleração do grupo. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,23%, ante -0,44%, em junho.

No estágio inicial da produção, o índice de Matérias-Primas Brutas variou -1,00%, em julho. Em junho, o índice registrou variação de -0,47%. Os principais responsáveis pela desaceleração do grupo foram os itens: minério de ferro (6,86% para -1,40%), soja (em grão) (2,54% para -1,05%) e leite (in natura) (3,53% para 1,12%). Ao mesmo tempo, registraram-se acelerações em itens como: aves (-6,93% para 2,39%), cana-de-açúcar (-4,19% para -0,15%) e bovinos (-2,84% para -0,33%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de -0,13%, em julho. Em junho, a variação foi de -0,12%. Seis das sete classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Educação, Leitura e Recreação (0,55% para -0,07%) e Alimentação (-0,81% para -0,99%). No primeiro grupo, as principais influências partiram dos itens: passagem aérea (16,92% para -7,28%) e show musical (0,62% para -2,65%). No segundo, vale mencionar os itens: hortaliças e legumes (-3,17% para -5,06%) e laticínios (1,00% para -0,32%).

Também apresentaram recuo em suas taxas de variação os grupos: Vestuário (0,83% para 0,50%), Habitação (0,45% para 0,29%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,40%) e Despesas Diversas (0,15% para 0,05%). Nestes grupos, os destaques foram: roupas (1,15% para 0,39%), taxa de água e esgoto residencial (0,79% para 0,00%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,95% para 0,21%) e cerveja (1,67% para -0,57%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentou acréscimo em sua taxa de variação o grupo Transportes (-1,34% para 0,11%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento dos preços dos itens: gasolina (-3,69% para -0,27%) e álcool combustível (-13,89% para 3,29%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em julho, variação de 0,59%, abaixo do resultado de junho, de 1,43%. Os três grupos componentes do índice apresentaram desaceleração: Materiais e Equipamentos, de 0,42% para 0,37%, Serviços, de 0,37% para 0,25%, e Mão de Obra, de 2,46% para 0,84%.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Setor imobiliário terá índice oficial de preços

O governo prepara dois novos indicadores para acompanhar a variação dos preços dos imóveis, que nos últimos anos apresentaram valorização acima do usual. Chamado até agora de Índice de Valorização de Imóveis, o primeiro deles, reconhecido como oficial, será elaborado pelo IBGE, em parceria com os bancos. Outro convênio foi firmado entre a Caixa Econômica Federal, a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Abecip, que representa as instituições que operam crédito imobiliário por meio da poupança, para apurar um segundo medidor para o segmento.

A ideia surgiu da necessidade de o Banco Central (BC) acompanhar os preços de um dos setores mais importantes da economia, mas que não possui nenhum indicador. Sob recomendação do BC, a Caixa fechou acordo com a FGV para fornecer suas avaliações das moradias. Esse convênio foi recentemente ampliado, com a ajuda da Abecip, que fez um guarda-chuva, fechando contrato com todos os demais bancos associados.

Outro medidor será desenvolvido pelo IBGE, em trabalho coordenado pelo Ministério da Fazenda, para ser o índice oficial do governo. Esse indicador será mais amplo. Além de procurar parcerias com todos os bancos, o IBGE vai usar seu conhecimento para fazer pesquisas de mercado. A FGV vai trabalhar apenas com a avaliação feita pelos bancos. A fundação montou um modelo em que os bancos, via Abecip, fornecem os laudos de avaliação feitos para contratos de financiamento imobiliário e a FGV constrói o índice.

Teotonio Costa Rezende, diretor-executivo da Caixa, explica que é importante ter dois índices até para efeito de comparação. "Se os dois começarem a se distanciar demais, das duas uma: ou um está errado, ou os dois estão errados."

Segundo Rezende, esse é um trabalho complexo e os primeiros resultados devem ser conhecidos apenas no fim do ano. "Sendo muito otimista, talvez em dezembro tenhamos algo mais concreto." (ValorEconomico)
 
fonte:gestor imobiliário