sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Corretor de imóveis tem a carreira valorizada

Eles comemoram os avanços conquistados nos quase 50 anos de profissão regulamentada, como a atuação dentro dos princípios do empreendedor individual



O presidente do Creci-Minas, Paulo Tavares, diz que categoria precisa se conscientizar de que é importante pensar na aposentadoria

No sábado completam-se 49 anos de regulamentação da profissão de corretor de imóveis. E, de lá para cá, foram muitas conquistas e também novas obrigações, como a Lei nº 6.530, de 1978, que tornou o corretor um profissional liberal ou, mais recentemente, a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 90/10, que permitiu à categoria atuar dentro dos princípios do empreendedor individual.

A aprovação pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado inclui, além dos corretores, os escritórios de engenharia e arquitetura, os prestadores de serviços nas áreas de desenho industrial, design de interiores e transporte turístico. Esses profissionais passam agora a contar com vários benefícios, como o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Além de ser enquadrado no Simples Nacional, recolherá à Previdência Social e ao ICMS ou ISS. Essas quantias são atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo. Com essas contribuições, o empreendedor individual tem acesso a benefícios como auxílio-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria, entre outros.

Na avaliação de Paulo Dias, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Minas Gerais (Sindimóveis/MG), foi uma importante conquista. “Como empreendedor individual, o corretor pagará menos impostos, terá maior facilidade para conseguir empréstimos com juros mais baixos, poderá emitir nota fiscal e atuar como correspondente imobiliário da Caixa Econômica Federal. É um importante amparo legal para os iniciantes da profissão. Além de proporcionar estabilidade para a categoria autônoma ao financiar a casa própria, já que poderão comprovar renda”, pondera.

DEMANDAS
Paulo Dias projeta que a categoria deve lutar para que se torne obrigatório o curso de tecnólogo de gestor imobiliário para exercer a profissão. São dois anos de graduação. Atualmente, é exigido o curso de técnico em transações imobiliárias (TTI), que tem duração de 10 meses e novas turmas todos os meses pelo Sindimóveis. “Atualmente, 64% dos 240 mil corretores no Brasil já têm curso superior em alguma área. O que queremos é criar um específico. Vai refletir na qualidade do serviço e no profissionalismo”, defende. Outra demanda é a permissão para que imobiliárias atuem dentro do Simples. “Hoje, isso não é permitido, mesmo que o faturamento esteja dentro do estabelecido pelo programa”, reclama.

Paulo Tavares, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-MG), diz que outro avanço para o setor seria a inclusão, na Lei do Inquilinato, da possibilidade de exigirem mais de uma modalidade de fiança. “Traria uma segurança a mais para todos os envolvidos”, afirma. Outro ponto que Paulo quer usar para conscientizar a categoria é a importância de declarar seus ganhos e pagar o INSS. “Os corretores precisam se lembrar que vão querer e precisar se aposentar um dia. Mas, infelizmente, a maioria ainda vai na contramão dessa lógica. A aprovação da PLC pode contribuir bastante na mudança desse cenário”, diz.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fortaleza: Investidores adquirem de 10% a 30% dos imóveis na Capital

Foi registrado um crescimento superior a 100% no volume total de imóveis residenciais comercializados em junho de 2011 quando comparado a junho de 2010, na Região Metropolitana de Fortaleza, conforme Sinduscon-CE

No primeiro semestre deste ano, as vendas de imóveis na Região Metropolitana de Fortaleza cresceram 100% em relação a igual período de 2010 (MAURI MELO)

A classe média cearense e os investidores são os responsáveis pelo aquecimento do mercado imobiliário de Fortaleza. Foi registrado um crescimento superior a 100% em junho de 2011 quando comparado a junho de 2010, no que se refere ao volume total de imóveis residenciais comercializados na Região Metropolitana de Fortaleza, apesar de um pequeno recuo de 3,41% quando comparado ao mês anterior, maio.

Os dados são do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE). Armando Cavalcante, da diretoria do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, diz que quem compra imóvel na planta como investimento consegue um lucro de até 30% dois ou três meses após a aquisição. “Se vender na entrega do imóvel, este ganho pode chegar a 40%. É um bom lucro”, afirma.

A classe média ascendeu no Brasil e isso aquece qualquer mercado, afirma Cavalcante. “Devemos chegar ao final do ano com um crescimento de 10%, mas até abril esse crescimento estava em 18%. Agora entramos na normalidade”, avalia.

O vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-CE), Kalil Otoch, diz que o mercado imobiliário de 2010 foi o melhor do setor em todos os tempos na capital cearense. “De imóveis novos, nós vendemos o equivalente a R$ 2,5 bilhões, uma alta de quase 80% em comparação a 2009 (R$ 1,4 bilhão). O primeiro trimestre deste ano foi muito bom, mas agora estabilizou”, afirma. Em 2010, segundo Otoch, muita gente que estava “adormecida” resolveu investir em imóveis, o que iniciou este aquecimento.

Otoch identifica que os investidores - a maioria profissionais liberais - adquirem 30% do que é posto à venda, e que os preços praticados estão adequados ao mercado.

O empresário Antônio Câmara, presidente da Cameron Construtora Ltda., tem algo próximo a 300 unidades prestes a ser entregues nos próximos 12 meses e, na prancheta, mais 252 apartamentos, cujo lançamento está previsto para dezembro. “Acho que o mercado dará uma estabilizada já a partir deste segundo semestre. O setor está começando a suprir as necessidades mais prementes. A hora é de calma e administrar o que se tem. Algo novo só em 2012.”

Segundo o Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do Sinduscon-CE, o volume total de imóveis ofertados na RMF em junho de 2011, foi 17,81% maior que em junho de 2010. Os imóveis com área útil entre 40m² e 55m² foram os mais ofertados no período.

Câmara concorda que a maioria dos compradores (90% em seus cálculos) são consumidores finais, sendo apenas 10% investidores. “É a classe média que mantém a economia nos trilhos”.

ENTENDA A NOTÍCIA
Mais pessoas estão comprando o primeiro imóvel. Casas, condomínios fechados e apartamentos são procurados, mas a preferência do fortalezense continua sendo apartamento. O mercado vem crescendo para Maraponga e Bairro de Fátima, mas as áreas tradicionais são as mais procuradas (Cocó, Meireles, Aldeota e Água Fria).(OPovoOnline-Fortaleza)

Internet muda forma de negociar bens imóveis


Corretores podem se beneficiar do menor custo e da maior agilidade


Ayres alerta que é preciso ter estratégia para não ser descartado

A internet como espaço de divulgação é para o mercado imobiliário mais um mundo de muitas oportunidades do que desafios. Se bem utilizada, a web pode superar consideravelmente a captação se comparada às ferramentas tradicionais de classificados, além de resultar em um custo mais baixo, que pode chegar a 50% em relação aos meios analógicos. A constatação é do sócio e CEO da Imóvel Prático e diretor da rede de corretores MLS Brazil, Vinicius Ayres, que observa que, por sei mais democrática, a internet também oferece maior abrangência de informações.

Os benefícios, conforme disse ontem ao palestrar no Seminário da Atualidade Imobiliária, na Capital, já são percebidos pela maioria dos corretores. O desafio, portanto, é munir-se de orientações sobre a forma de uso, para que o investimento no canal seja adequado ao negócio. Conforme Ayres, a atividade do corretor sofreu muita pressão em função das nuances tecnológicas que criaram um novo perfil de exigências. “O público virou especialista em descarte. Então a lição é como não ser descartado dentro do curto espaço de tempo e das ferramentas que o corretor possui”, sentencia.

O executivo aponta entre as principais estratégias a inserção real nas mídias online, o que não significa mais ter ou não um website, ferramenta mais do que obrigatória atualmente. A realidade para a atração do público é, conforme ele, as redes sociais e a mobilidade. “É preciso enxergar que existe um mundo em que a inserção nele é indispensável para que não se perca espaço”, afirma.

Conforme Ayres, justamente por todas as pessoas economicamente ativas já estarem inseridas na tecnologia, além de maior exigência, o corretor também encontra um público seguro quanto aos processos. Ayres lembra que, como as informações somente são transportadas para o mundo virtual, não há diferença em relação à segurança. Como são transações simples, de consulta, sem a exigência de dados pessoais, ele acredita que se trata de um processo ainda mais seguro. “A segurança vem ao encontro disso, porque a internet oferece ainda a interatividade, com informações mais amplas, o que significa que ele vai se deslocar menos para ver o imóvel e evitar alguns eventuais surpresas desagradáveis”, explica.

O Seminário de Atualidade Imobiliária, promovido pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis do Rio Grande do Sul (Sindimóveis-RS), teve início ontem à noite e prossegue hoje (JornaldoComercio-Porto Alegre)